Meditação e ioga contribuem no tratamento da Síndrome do Pânico

Sindrome do PânicoMedicamentos pesados e acompanhamento psicoterápico podem fazer parte daqueles que desejam se curar da síndrome do pânico. Mas, atividades alternativas podem contribuir para uma recuperação ainda mais rápida e com mais qualidade. Conforme a psicóloga e presidente da Associação Criciumense de Apoio a Saúde Mental (Ceres), Patrícia Maria Spido, a meditação, a ioga e as atividades físicas são grande aliadas nesse processo.

Patrícia fala que esses recursos auxiliam na difusão da respiração e consecutivamente controlam a ansiedade, principal fator desencadeante da síndrome. A psicóloga explica que a doença se desenvolve depois que a pessoa acumula certo grau de ansiedade e estresse. “É o final de uma série de fatores. É quando a pessoa varre seus problemas para de baixo do tapete e acaba tendo um transtorno de ansiedade”.

Entre os principais sintomas da síndrome do pânico estão a falta de ar, os desmaios, o ataque cardíaco, o cansaço e a sensação de muito medo. Atividades relaxantes ajudam na recuperação, pois servem para buscar o equilíbrio, controlando os sintomas. Rosiane Cipriano há um ano busca tratamento para a doença e afirma que durante as crises sentia como se estivesse sufocando, com bastante falta de ar, palpitações e formigamento nas mãos.

“Um exemplo de uma das minhas crises, foi ao entrar em um supermercado com meu filho. Não conseguia andar, suava muito e a sensação de desmaio veio. Meu medo era de que eu fosse desmaiar ou morrer e roubassem meu filho”, conta. Seu tratamento conta com quatro tipos diferentes de medicamentos que servem como moderador de humor, anti-depressivo e ansiolítico.

Mas, encontrar a medicação ideal é algo que leva um tempo e por isso meditação, ioga ou atividade física podem complementar o tratamento durante este período. “Tive algumas trocas de medicamento, pois nem todos são fáceis de adaptar. É uma constante mudança, até acharmos a medicação ideal para cada tipo de organismo” fala.

Conforme a psicóloga Patrícia, a síndrome do pânico varia de pessoa para pessoa e acaba afetando aquelas que têm uma personalidade mais introvertida e que encontram dificuldades em se relacionar e em resolver problemas. Com isso a síndrome frequentemente pode estar relacionada a outras doenças, como a depressão e os transtornos obsessivos compulsivos (Tocs).

O cotidiano de pessoas que convivem com uma doença como esta acaba interferindo também na vida dos seus familiares e amigos. Rosiane afirma que é muito difícil lidar com essa situação. “A família sofre junto sem entender o que está acontecendo. É muito difícil porque não tem nenhuma ferida exposta, é algo interno”, fala.

Caso você realmente queira se iniciar na meditação é importante que aprenda da maneira correta e tenha um acompanhamento neste processo.

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